Após banir Trump, Twitter cresceu acima da média histórica de janeiro

O Twitter informou que teve um crescimento expressivo em janeiro depois de banir a conta de Donald Trump devido à violação de regras contra a glorificação da violência envolvendo a invasão ao Capitólio. A empresa ainda não revelou números, mas afirmou que a alta foi acima da média histórica para este período nos últimos quatro anos.
A declaração joga dúvidas sobre a ideia de que a presença de Trump era necessária para o Twitter atrair usuários. Porém, é preciso aguardar um pouco para chegar a esta conclusão. Isso porque os dados do crescimento no número de usuários serão revelados em alguns meses, quando a empresa divulgar seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2021.
Por enquanto, o CEO do Twitter, Jack Dorsey, tratou de esclarecer que este não foi o único motivo para o crescimento acima da média em janeiro. Em conferência com investidores, ele lembrou que 80% dos usuários da rede social estão fora dos EUA e que outros fatores podem contribuir para o crescimento. “Somos uma plataforma que é obviamente muito maior do que qualquer tópico ou conta”, afirmou.
Nesta quarta-feira (10), o diretor financeiro do Twitter, Ned Segal, garantiu que não há possibilidade de Donald Trump retornar à plataforma. “Da forma como nossas políticas funcionam, quando você é removido da plataforma, você é removido da plataforma – seja você um comentarista, um diretor financeiro ou um antigo ou atual funcionário público”, afirmou Segal à CNBC.
O executivo ressaltou que Trump foi banido após incitar a violência, o que culminou na invasão de um grupo de apoiadores ao Capitólio. “Lembre-se de que nossas políticas são elaboradas para garantir que as pessoas não estejam incitando a violência e, se alguém fizer isso, temos que removê-las do serviço e nossas políticas não permitem que as pessoas voltem”, explicou.
A reunião serviu para apresentar os resultados financeiros da empresa. No último trimestre de 2020, o faturamento do Twitter ficou em US$ 1,29 bilhão, 28% a mais do que no mesmo período do ano anterior. Em todo o ano, a receita da companhia foi de US$ 3,72 bilhões, marcando um crescimento de 7% em relação a 2019.
Fonte: Tecnoblog
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