Após erros e insatisfação, Google recua e diz que Bard não é um buscador

Desde que o ChatGPT foi liberado, em novembro de 2022, ele é apontado como possível concorrente para os sites de pesquisa. O Google respondeu e anunciou o Bard, seu chatbot com inteligência artificial. A pressa para mostrar qualquer coisa, porém, desagradou funcionários. Internamente, executivos tentam acalmar os ânimos e, agora, dizem que o produto não é um buscador.
As declarações foram dadas na quinta-feira (2), quando os executivos responderam a questões encaminhadas pelo Dory, fórum interno da empresa. Jack Krawczyk, líder de produto do Bard, disse que o produto do Google e o ChatGPT são modelos de linguagem, não de conhecimento. “O Bard não é a busca”, completou.
Krawczyk também explicou que inteligências artificias desse tipo são ótimas em gerar textos que parecem escritos por humanos. O problema são as informações: elas não conseguem checar se os fatos escritos são reais.
Elizabeth Reid, vice-presidente de engenharia de buscas, reforçou as declarações de Krawczyk: “O Bard e a busca são coisas separadas”. Ela lembrou que o Google já integrou modelos de linguagem nos motores de pesquisa, como o Bert e o Mum.
Eles, porém, não funcionam como chatbots — os algoritmos são usados nos bastidores da indexação, para compreender melhor o conteúdo de cada página lista.
Por que, então, o Google entrou nessa de querer concorrer com o ChatGPT e o Bing Chat, da Microsoft? Para o líder de produto, simplesmente não dá para impedir que os usuários tentem usar produtos assim como buscadores.
Fonte: Tecnoblog
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