Apple barra app Unjected, “Tinder” de quem não quer vacina contra COVID-19

As duas maiores lojas de apps do mundo, a App Store e a Google Play Store, fecharam o cerco sobre o app Unjected, que se propõe a ser uma rede de “pessoas de pensamentos parecidos que apoiam a liberdade médica e de expressão”, e funciona como um “Tinder” para quem não quer se vacinar contra a COVID-19. Na semana passada, a Apple baniu a plataforma, enquanto o Google enviou advertências às fundadoras.
O Unjected foi criado por duas norte-americanas em resposta a updates do próprio Tinder e do Bumble — app de encontros famoso nos EUA — que oferecem vantagens aos usuários que se vacinarem para dar “match”.
A princípio, o app promovia encontros entre os anti-vacina, mas um feed de notícias foi implementado na plataforma. Por ele, circulavam conteúdos que alegavam que vacinas de mRNA, como a da Pfizer, alteram o DNA. Outras postagens indicam que os imunizantes são armas biológicas e têm micro-chips usados para conectar os vacinados à tecnologia do 5G.
O Google realizou uma avaliação do conteúdo do feed do Unjected e concluiu que a rede não possuía políticas de moderação rígidas o suficiente para policiar fake news. Em um e-mail enviado no dia 16 de julho, a empresa alertou que o app deveria deletar as postagens que espalham desinformação, caso contrário, o app seria deletado em duas semanas.
Uma das fundadoras do Unjected resolveu acatar com as demandas do Google e derrubou por completo o feed de notícias do app, afirmando estar em uma “corda bamba de censura”. Mas, ela afirmou à Bloomberg que planeja restaurar o feed e os posts de novo, esperando ficar com a “barra limpa”.
Já a Apple removeu o Unjected logo após o contato da reportagem da Bloomberg. Segundo o site, a empresa enviou um e-mail para a plataforma de encontros, no qual afirmou que o app “se refere de maneira inapropriada a temas e conceitos relacionados à COVID-19”.
Fonte: Tecnoblog
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