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Tecnologia · · 3 min de leitura ·

Apple, Xiaomi e Samsung crescem em wearables graças a fones de ouvido sem fio

Apple, Xiaomi e Samsung crescem em wearables graças a fones de ouvido sem fio

Um estudo da IDC referente ao terceiro trimestre de 2019 mostra que o mercado de dispositivos vestíveis no mundo cresceu 94,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, gerando um recorde de 84,5 milhões de produtos vendidos. Apple, Xiaomi e Samsung, que lideram o setor, tiveram ganhos de até 195% no número de unidades enviadas. Os responsáveis pelo crescimento expressivo? Fones de ouvido sem fio.

A IDC tem um conceito mais amplo de wearables: ela considera, além dos smartwatches e as pulseiras fitness, os chamados “hearables”, que incluem os fones de ouvido sem fio. Segundo a consultoria, esse mercado cresceu devido à remoção do conector de 3,5 mm por várias fabricantes, à inclusão de recursos para melhorar a experiência de áudio e à redução dos preços, sendo que alguns modelos são vendidos por menos de US$ 20.

A Apple teve um aumento expressivo entre o terceiro trimestre de 2018 e o mesmo período de 2019, passando de 23% para 35% de fatia de mercado em unidades vendidas. A empresa tem o smartwatch mais popular do mercado, o Apple Watch, enquanto os AirPods se tornaram o segundo maior lançamento da marca, ultrapassando o iPhone. A linha foi complementada pelos AirPods Pro de R$ 2.249 com cancelamento de ruído, que chegam ao Brasil até o final do ano.

Já a Xiaomi conseguiu vender mais, mas cresceu menos que as concorrentes e, por isso, perdeu espaço: o número de unidades passou de 7,4 milhões para 12,4 milhões, mas sua participação caiu de 17,1% para 14,6%. De acordo com a IDC, o maior responsável pela segunda colocação da chinesa é a pulseira fitness Mi Band: foram mais de 10 milhões de unidades enviadas no trimestre. É o mesmo que dizer que, a cada dez wearables produzidos pela Xiaomi, oito eram Mi Bands.

Quem também se deu bem com o aumento da procura por fones de ouvido foi a Samsung: ela “obteve sucesso com seus bundles de smartwatches e Galaxy Buds com smartphones, e essa estratégia valeu a pena, já que muitas operadoras em todo o mundo ajudaram a promover a linha da Samsung”, diz a IDC. No Brasil, os primeiros compradores do Galaxy S10 ganharam um Galaxy Watch Active ou Galaxy Buds, enquanto os do Galaxy Note 10 puderam resgatar um smartwatch e carregador sem fio.

O top 5 é complementado pela Huawei que, apesar de enfrentar sanções dos Estados Unidos, cresceu 202,6% graças ao fortalecimento na China, que representa 80% de suas vendas; e pela Fitbit, que estagnou entre 2018 e 2019, mas pode ter um novo futuro nas mãos do Google, que comprou a empresa por US$ 2,1 bilhões.

Fonte: Tecnoblog

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