Aumentar limite do Pix no Nubank e grandes bancos é mais fácil do que deveria

Os casos de sequestros-relâmpagos para roubos através de transferências do Pix vêm causando preocupação. Segundo um especialista em segurança da informação, reduzir os limites para transações feitas na plataforma pode ajudar a evitar que os criminosos “limpem” as contas das vítimas. Ainda assim, durante os testes realizados pelo Tecnoblog, instituições como o Nubank, Bradesco e C6 Bank autorizaram o aumento desses valores imediatamente após a solicitação pelos apps para celular.
O Pix se tornou extremamente popular graças ao custo zero para pessoa física e MEI, além da praticidade em realizar transferências instantâneas a qualquer dia e horário: em julho, ele superou a soma de transações em TED, DOC e boleto.
No entanto, isso também facilitou o roubo de dinheiro: segundo dados do governo de São Paulo, o número sequestros-relâmpagos cresceu 39% entre novembro de 2020 (quando o Pix foi lançado pelo BC) e agosto de 2021. Isso levou a um projeto de lei em SP que quer proibir o uso do Pix no estado.
Além disso, um deputado federal pediu explicações ao Ministério da Economia e ao Banco Central sobre os mecanismos de prevenção a fraudes no Pix. João Manoel Pinho de Mello, do BC, disse este mês em uma coletiva à imprensa:
“O crime de fraude e violento associado aos meios de pagamento eletrônicos se deve ao fato principalmente porque, com a pandemia e da diminuição de mobilidade, tem usado cada vez mais aplicativos nos seus celulares.”
João Manoel Pinho de Mello, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central
Fonte: Tecnoblog
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