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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Bancos brasileiros estão barrando casas de câmbio para criptomoedas

Bancos brasileiros estão barrando casas de câmbio para criptomoedas

Comprar bitcoin no Brasil é relativamente simples: você faz sua conta em uma corretora especializada, deposita um valor em reais, e adquire a criptomoeda. Para esse processo funcionar, a casa de câmbio precisa ter conta em um dos bancos tradicionais — e eles estão se opondo à prática.

Segundo a Folha de S. Paulo, a corretora Mercado Bitcoin entrou na Justiça para manter sua conta ativa no Santander, que foi encerrada unilateralmente por “desinteresse comercial”.

Na ação judicial, a Mercado Bitcoin diz que isso é uma “retaliação a um novo mercado que surge… pelo fato de que a comercialização de bitcoins pode diminuir consideravelmente” o lucro do banco.

O Itaú encerrou a conta da corretora em 2015, e manteve sua decisão após venceu um processo no STJ (Superior Tribunal de Justiça); enquanto o Bradesco nem quis abrir uma conta.

Por sua vez, a CoinBR teve contas fechadas no Bradesco, Sicredi, Itaú e Santander. Ela venceu uma ação judicial contra o Itaú em 2016, obrigando-o a manter sua conta ativa; e também processou o Bradesco. “Estamos começando a operar com boleto bancário para resolver”, diz o fundador Rocelo Lopes à Folha.

A Foxbit também passou pelo mesmo problema. No ano passado, ela foi notificada pelo Banco do Brasil de que teria sua conta encerrada. A corretora entrou com ação contra o banco. O BB diz em comunicado que “inicia a reavaliação da manutenção do relacionamento negocial” quando detecta “qualquer tipo de ilícito”.

Fonte: Tecnoblog

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