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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Big techs dos EUA fazem reclamações contra Pix, Anatel e STF

Big techs dos EUA fazem reclamações contra Pix, Anatel e STF

Associações que representam gigantes da tecnologia dos Estados Unidos, como Meta, Google, Microsoft e Apple, além da plataforma X/Twitter, formalizaram queixas junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) contra medidas e propostas de órgãos brasileiros.

A ofensiva ocorre como parte de uma investigação iniciada a pedido do presidente Donald Trump sobre supostas “práticas comerciais desleais” do Brasil e mira decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), projetos em tramitação no Congresso Nacional e até o Pix.

As manifestações encaminhadas por meio de entidades setoriais, como a Associação da Indústria de Computadores e Comunicações (CCIA), a Associação de Tecnologia do Consumidor (CTA) e o Conselho da Indústria de Tecnologia da Informação (ITI), alegam que as políticas brasileiras criam barreiras comerciais, aumentam a insegurança jurídica e minam operações no país.

Juntas, essas organizações representam um vasto leque de companhias, incluindo Amazon, Nvidia, OpenAI, Visa e Mastercard. A plataforma X, de Elon Musk, optou por enviar seu posicionamento de forma independente.

Fotografia colorida mostra Donald Trump de terno em um possível comício
Investigação inciada por Trump abriu portas para as queixas das big techs (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Um dos pontos de atrito é a recente decisão do STF sobre a aplicação do artigo 19 do Marco Civil da Internet. O tribunal considerou o artigo parcialmente inconstitucional e expandiu as situações em que as plataformas digitais podem ser responsabilizadas por conteúdos postados por terceiros, mesmo sem uma ordem judicial prévia para remoção. Anteriormente, a responsabilidade era acionada apenas em caso de descumprimento de uma determinação da Justiça.

Segundo a CCIA, a nova interpretação cria “fortes incentivos para remoção preventiva ou generalizada de conteúdo para mitigar o risco legal”. A entidade argumenta que, diante da incerteza, as plataformas podem optar por uma moderação mais agressiva, o que poderia impactar a liberdade de expressão.

Fonte: Tecnoblog

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