Bolsonaro vazou dados da PF que podem ajudar hackers e milícias contra TSE

Na terça-feira (1º), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu uma cerimônia virtual para formalizar a abertura dos trabalhos da corte para 2022. O evento foi marcado por uma declaração taxativa do ministro e presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso: a de que o presidente Jair Bolsonaro vazou dados sigilosos que “auxiliam milícias digitais e hackers de todo o mundo”.
Os tais dados dizem respeito ao sistema eleitoral brasileiro. De acordo com o ministro, as informações divulgadas por Bolsonaro em redes sociais foram fornecidas à Polícia Federal para auxiliar uma investigação. O ministro dá a entender que, quando expostas, essas informações podem facilitar ataques cibernéticos.
O presidente da República vazou a estrutura interna da TI do Tribunal Superior Eleitoral. Tivemos que tomar uma série de providências de reforço da segurança cibernética dos nossos sistemas para nos proteger. Faltam adjetivos para qualificar a atitude deliberada de facilitar a exposição do processo eleitoral brasileiro para ataques criminosos.
Barroso se refere a um inquérito instaurado pela Polícia Federal para apurar um ataque hacker contra os sistemas do TSE que teria ocorrido em 2018.
O conteúdo da investigação, apesar de sigiloso, foi divulgado na redes sociais por Bolsonaro em agosto do ano passado no que aparentava ser um esforço do presidente de reforçar a tese, sem fundamento, de que houve fraude nas eleições de 2018.
Na época, o TSE declarou que o incidente em 2018 não colocou em risco o processo eleitoral e apresentou uma denúncia-crime contra Bolsonaro pela divulgação dos dados. A denúncia foi aceita por Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Tecnoblog
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