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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Brasil terá “consequências” ao permitir 5G da Huawei, diz embaixador dos EUA

Brasil terá “consequências” ao permitir 5G da Huawei, diz embaixador dos EUA

O embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, deu o alerta em entrevista nesta quarta-feira (29): se o Brasil permitir que a Huawei forneça equipamentos de infraestrutura de 5G para as operadoras, poderá enfrentar “consequências”, como perda de investimentos de empresas americanas. Os Estados Unidos já baniram a Huawei e conseguiram apoio de aliados como Reino Unido e França.

Ao jornal O Globo, Chapman diz que a seleção de fornecedores de 5G não é uma questão comercial, mas de “segurança nacional”, porque não existem empresas americanas entre os competidores. As principais fabricantes da nova tecnologia, além da Huawei, são a sueca Ericsson, a finlandesa Nokia e a sul-coreana Samsung.

“Cada país é responsável por suas decisões. As consequências que estamos vendo no mundo é que há um receio de empresas que estão baseadas na propriedade intelectual de fazer investimentos em países onde essa propriedade intelectual não seja protegida”, afirma o embaixador.

Para o embaixador, a Huawei poderia ser obrigada a enviar informações para o governo chinês, o que desestimularia os investimentos de empresas do setor farmacêutico e de software, por exemplo, que lidam com inteligência e propriedade intelectual. Se o Brasil não seguir o mesmo caminho, “vai continuar exportando produtos primários, e não de alta tecnologia”.

A Huawei já domina o mercado de infraestrutura de redes no Brasil. Estimativas da Anatel apontam que 70 mil das 86 mil torres de 2G, 3G e 4G existentes no país são fabricados pela empresa chinesa. O vice-presidente Hamilton Mourão disse ao UOL em junho que seria muito difícil banir a fabricante no país: “As nossas operadoras não podem da noite para o dia simplesmente retirar isso”.

O leilão de frequências de 5G está previsto para 2021, depois de sucessivos atrasos. As operadoras Claro e Vivo se anteciparam e estão lançando suas redes 5G com as faixas já utilizadas anteriormente por gerações passadas, com ajuda da tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro (DSS).

Fonte: Tecnoblog

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