Brecha entre iPhone e Visa permite pagamento mesmo sem senha; entenda

Uma brecha na integração entre Apple Pay e Visa pode permitir que invasores façam cobranças de alto valor em iPhones bloqueados, burlando senhas e biometria. Essa falha foi descoberta no Reino Unido em 2021, mas voltou à tona nesta semana: um youtuber usou o método e conseguiu debitar US$ 10 mil (cerca de R$ 50 mil) de outro criador de conteúdo.
Veículos especializados, como o Apple Insider, reforçam que o usuário comum não precisa entrar em pânico. Para que o roubo dê certo, o criminoso precisa de acesso físico prolongado ao iPhone da vítima, equipamentos de rádio específicos, um celular Android modificado (com root) e, obrigatoriamente, um cartão Visa configurado no Modo Expresso do iOS.
A vulnerabilidade está no Modo Expresso (Express Transit) do Apple Pay. Criado para facilitar o acesso ao transporte público, o recurso permite passar em catracas aproximando o celular sem ligar a tela ou usar o Face ID.
Como relatado em pesquisa da Universidade de Birmingham, o golpe simula um ataque man-in-the-middle, e usa um rádio para emitir o código das catracas do metrô. Com os códigos capturados, o iPhone é enganado e “acredita” estar em uma estação de metrô, liberando a comunicação de pagamento.
Um computador então intercepta o sinal, altera os dados para disfarçar a transação de alto valor como se fosse uma simples passagem barata e repassa a cobrança para uma maquininha comum por meio do Android modificado.

O canal do YouTube Veritasium conseguiu cobrar US$ 10 mil do celular do influenciador Marques Brownlee (MKBHD), pois os dados manipulados informaram ao sistema que a transação estava autenticada pelo dono do aparelho.
Fonte: Tecnoblog
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