Brecha no Notepad++ expôs usuários a um backdoor de espionagem

O drama do Notepad++ ganhou mais um capítulo: a empresa de segurança digital Rapid7 descobriu que a brecha no editor de código foi explorada por um grupo hacker supostamente ligado ao governo chinês para espalhar o Chrysalis, um poderoso backdoor usado para espionagem.
Na segunda-feira (02/02), o desenvolvedor Don Ho, principal responsável pelo projeto, explicou que o editor de código Notepad++ esteve vulnerável durante o segundo semestre de 2025.
O problema não estava no editor em si, mas no WinGup, seu mecanismo de atualização de versão. Basicamente, a falha permitia que o tráfego de dados de um procedimento de atualização fosse interceptado para, em seguida, ser direcionado a um malware.
Ho já havia expressado suspeitas de que a vulnerabilidade estava sendo explorada por um grupo supostamente ligado ao governo chinês, mas não havia mais detalhes sobre isso.
Mas um relatório publicado pela Rapid7 nesta terça-feira (03/02) informa que o tal grupo consiste no Lotus Blossom, que está ativo desde 2009 e é especializado em espionagem de organizações baseadas no Sudeste Asiático e, mais recentemente, na América Central.
Ainda de acordo com a Rapid7, o grupo hacker explorou a brecha no Notepad++ para espalhar um backdoor até então desconhecido chamado de Chrysalis.
Fonte: Tecnoblog
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