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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

Brinquedos com IA são acusados de falar sobre temas sensíveis

Brinquedos “inteligentes”, que usam sistemas de IA para ter conversas com as crianças, estariam ignorando filtros de segurança e respondendo a perguntas inadequadas para crianças, segundo relatório do US Public Interest Group Education Fund (PIRG), entidade norte-americana de defesa do consumidor.

Na publicação, feita nessa quinta-feira (11/12), a organização culpa a integração com chatbots avançados, como versões do ChatGPT, pela exposição de menores a conteúdos inadequados. O PIRG afirma ter testado cinco produtos do tipo, com valores entre US$ 85 (cerca de R$ 460, em conversão direta) e US$ 199 (R$ 1.079).

Um dos casos mais graves envolveu o Smart AI Bunny, fabricado pela empresa chinesa Alilo. O brinquedo, comercializado como um “companheiro de bate-papo” para crianças de 0 a 6 anos, forneceu definições sobre o termo “kink” (fetiche sexual) durante os testes.

Embora o dispositivo não tenha entrado em detalhes gráficos, o relatório critica o fato de o brinquedo engajar o tópico, considerado completamente inadequado para o público-alvo.

Outro incidente ocorreu com o urso de pelúcia Kumma, da fabricante FoloToy, que forneceu instruções detalhadas sobre como acender um fósforo.

O relatório observa que o brinquedo chegou a emitir um aviso padrão de que “fósforos são para adultos usarem com cuidado”, mas, logo em seguida, prosseguiu com a explicação prática do processo de ignição. Para o PIRG, a resposta falhou em proteger a criança, oferecendo informação perigosa sem contexto educativo suficiente.

Fonte: Tecnoblog

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