Bug no Copilot permitia roubo de dados pelo agente de IA

Uma falha de segurança no Microsoft Copilot, batizada de EchoLeak, permitia que invasores roubassem dados sensíveis de empresas com o envio de um único e-mail, sem que a vítima clicasse em nada.
A vulnerabilidade, descoberta pela empresa de segurança Aim Security, é a primeira do tipo zero-clique a ser identificada em um agente de inteligência artificial — sistemas que operam de forma autônoma para executar tarefas. Segundo a Microsoft, o problema já foi corrigido e não afetou clientes.
Os especialistas da Aim Security afirmam que a falha permitia ao invasor explorar uma das principais funções do agente de IA do Microsoft Copilot: ler e-mails automaticamente para oferecer respostas mais contextualizadas.
Isso possibilitou um ataque do tipo zero-clique, no qual a vítima não precisa clicar em links, abrir anexos ou realizar qualquer ação. Esse tipo de exploração — usada em ferramentas de espionagem como o spyware israelense Pegasus — acontece durante o simples processamento automático de mensagens.
Sendo assim, o hacker podia enviar um e-mail aparentemente inofensivo, mas com comandos ocultos voltados diretamente à IA. Com isso, os comandos passavam pelos filtros da Microsoft criados para detectar ataques conhecidos como injeção de prompt.
O Copilot, ao processar o e-mail para obter contexto, acabava lendo essas instruções ocultas e executando ações sensíveis sem perceber o risco. Um invasor podia induzir a IA a acessar dados recentes da memória, como documentos, e-mails ou mensagens do Teams.
Fonte: Tecnoblog
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