CEO conta por que vendeu o Figma para a Adobe (além do dinheiro, é claro)

A Adobe oficializou a aquisição do Figma por US$ 20 bilhões em setembro. Agora, o executivo responsável pela plataforma explicou os motivos por trás da venda da empresa, além do dinheiro, ao TechCrunch. Segundo o CEO e cofundador da companhia, Dylan Field, a transação pode ajudar a expandir a solução de design.
Os bastidores da transação foram revelados nesta quinta-feira (20). O CEO do Figma entrou em mais detalhes sobre a venda da startup. De cara, Field afirmou que a Adobe é “uma empresa fundamental e realmente impressionante”. “Quanto mais eu passava tempo com as pessoas de lá, mais confiança construímos”, disse.
Não há dúvidas em relação ao impacto da Adobe no mercado. Atualmente, a empresa produz os principais aplicativos para quem trabalha com design, como é o caso do Photoshop, Illustrator, Premiere e InDesign. A companhia só não conseguiu bater de frente com o próprio Figma, resultando na oferta à plataforma.
E é justamente esta importância que chamou a atenção do executivo. Ainda na conversa, Field observou que formou a tese de que a “criatividade é a nova produtividade”. Mas, segundo o cofundador do serviço, não havia recursos para levar esta ideia adiante no Figma. E é aqui que entra a participação da Adobe.
“Se quisermos ir e fazer com que possamos entrar em todas essas áreas de maior produtividade, isso levará muito tempo”, afirmou. “Ser capaz de fazer isso no contexto da Adobe, acho que nos dá uma grande vantagem e estou muito empolgado com isso.”

A aproximação entre as duas empresas ainda pode render outros frutos para a Adobe, além do dinheiro. Segundo o cofundador, a companhia quer “aprender com o Figma”, especialmente com novos modelos de negócio. Afinal, o Creative Cloud não é um exemplo de plataforma inclusiva, muito menos agrada toda a comunidade.
Fonte: Tecnoblog
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