CEO da Xbox mira PlayStation e revela planos para futuro do videogame


A Xbox passa por uma reformulação interna, mas já tem planos para voltar a crescer nos próximos meses. A CEO da empresa, Asha Sharma, enviou um comunicado aos funcionários da empresa nesta quinta-feira (30/07) falando sobre a situação atual do braço gamer da Microsoft. A mensagem vem após as demissões em massa no início do mês como uma forma de tranquilizar os diferentes times.
Segundo Sharma, a expectativa é de alcançar os 500 milhões de players diários ao redor do mundo em 2030 – atualmente, esse número é de 100 milhões. Mas o volume de jogadores só deve voltar a subir ao final do ano fiscal de 2027. Para o período, a CEO espera fortalecer os consoles Xbox, globalizar suas franquias e reforçar o Minecraft enquanto uma plataforma para criadores.
Os planos de Sharma foram divulgados pelo site The Verge, que teve acesso ao documento interno. Vale lembrar que, no início de julho, 3,2 mil demissões foram anunciadas, movimentando a divisão de games da Microsoft, incluindo estúdios tradicionais como Bethesda e Activision Blizzard, além de tirar nomes como Compulsion Games e Ninja Theory do guarda-chuva da marca.
A partir do comunicado interno de Sharma, é possível inferir que a perspectiva da Xbox é voltar a bater de frente com a PlayStation, sua principal rival no mercado de games. Se antes a estratégia da empresa era investir em cloud gaming e jogabilidade em “qualquer” tela, agora há um direcionamento para fortalecer seus consoles e jogos exclusivos.
Essas duas áreas do mercado têm sido dominadas pela Sony nos últimos anos: são quase três vezes mais unidades de PS5 vendidas no total em relação aos Xbox Series X e Xbox Series S. Além disso, a PlayStation aposta bastante em exclusivos, enquanto a Microsoft explorou a distribuição de suas franquias em mais plataformas – alguns deles rodando no PS5, inclusive.
A estratégia não parece estar dando muito certo para a Microsoft: segundo o site The Times of India, a última margem de lucro contábil divulgada pela Xbox é de 3%, enquanto a PlayStation aponta 9,9%, enquanto a Nintendo, outra gigante do ramo que aposta bastante em consoles e games exclusivos, tem 16%. A ideia de Sharma é alcançar números semelhantes no próximo ano fiscal.
Fonte: Tecnoblog
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