CEOs da Apple e do Google fazem pressão contra projeto de lei antitruste

Os executivos das big techs estão cada vez mais apreensivos quanto aos projetos de lei antiruste que tramitam no Senado dos Estados Unidos. Google e Apple colocaram em ação seus CEOs, Sundar Pichai e Tim Cook, para tentar persuadir senadores membros do Comitê Judiciário do Senado a rejeitarem o American Innovation and Choice Online Act, projeto que obriga ambas as empresas a não favorecerem os próprios serviços dentro de seus ecossistemas.
O site Punchbowl News cita que Sundar Pichai e Tim Cook se encontraram com parlamentares do Comitê Judiciário para convencê-los de que a legislação antitruste não deve ser aprovada. A lei afeta serviços como a App Store, o Gmail e o Google Chrome.
O American Innovation and Choice Online Act é uma lei com apoio bipartidário. Quem lidera o esforço para aprovação da proposta é da senadora democrata Amy Klobuchar ao lado do senador republicano Chuck Grassley. Em ano de eleição no Congresso dos EUA, barrar o avanço das big techs pode render exposição e votos, algo que muitos políticos estão ansiosos para ter. Ou seja, há uma boa chance da proposta ser aprovada.
Para ter a aprovação no Comitê Jurídico do Senado, são necessários votos de membros do Congresso e do Senado, mas ela já preocupa as grandes empresas de tecnologia, e é fácil de ver o porquê.
A lei antitruste engloba companhias com valor de mercado acima de US$ 550 bilhões e com uma base de usuários mensais ativos acima de 50 milhões, ou de mais de 100 mil clientes Pessoa Jurídica. Ou seja, Microsoft, Meta (dona do WhatsApp, Instagram e Facebook), Amazon, Google e Apple seriam barradas de favorecer seus próprios produtos em resultados de busca, limitar acesso dos concorrentes a dados de suas plataformas e, por fim, usar informações não públicas dos consumidores para obterem vantagens — Amazon e Google são acusados desta última prática.
Para a Apple, a proposta pode provocar alterações na App Store. A empresa alega que, caso aprovada, a lei a obrigaria a permitir o side-loading — download de programas feito por fontes de terceiros — de aplicativos no iPhone e no iPad.
Fonte: Tecnoblog
Entre para comentar.