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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Chefe da saúde pública dos EUA pede “selo de advertência” em redes sociais

Chefe da saúde pública dos EUA pede “selo de advertência” em redes sociais

Vivek Murthy, chefe dos departamentos de saúde pública dos Estados Unidos, fez um apelo ao Congresso do país: exigir que as redes sociais tenham “selos de advertência”, semelhantes aos das embalagens de cigarro, para expor os perigos que elas representariam para a saúde mental de crianças e adolescentes.

Murthy ocupa o cargo de cirurgião-geral dos EUA, nome dado ao líder do sistema de saúde pública no país. “A crise de saúde pública entre os jovens é uma emergência, e as redes sociais despontaram como um fator importante”, escreveu ele em um artigo publicado no jornal The New York Times.

Lateral de embalagem de cigarro com mensagem de advertência escrita em inglês
Selo proposto para redes sociais deve seguir padrão das mensagens sobre tabaco (Imagem: Debora Cartagena / CDC)

No texto, o médico cita estudos indicando que adolescentes que passam mais de três horas por dia usando redes sociais têm riscos maiores de apresentar sintomas de ansiedade e depressão. Além disso, metade dos jovens dizem que as plataformas fazem com que eles se sintam mal sobre a própria aparência.

O selo pedido pelo cirurgião-geral seria semelhante ao apresentado nas embalagens de cigarro vendidas no país. É uma mensagem de três linhas, sem imagem, diferente das advertências presentes nos maços e caixas vendidos no Brasil. E, como no caso do tabaco, para que a medida seja colocada em prática, o Congresso dos EUA precisaria criar uma lei autorizando a mensagem.

O impacto das redes sociais na saúde mental dos adolescentes é uma questão em alta nos últimos anos. Em 2021, Frances Haugen, ex-funcionária da Meta, acusou a empresa de esconder resultados de pesquisas internas que demonstrariam os perigos do Instagram para o bem-estar deste público.

Nos EUA, 41 estados processaram a Meta por supostamente ter enganado a população sobre os danos que suas plataformas poderiam causar a crianças e adolescentes.

Fonte: Tecnoblog

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