Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Chefe do WhatsApp rebate grupo que vende Pegasus para espionar celulares

Chefe do WhatsApp rebate grupo que vende Pegasus para espionar celulares

O recente ataque de celulares pelo malware Pegasus, que é alvo de uma investigação de jornalistas e da Anistia Internacional, é semelhante a uma invasão de 2019 a 1.400 usuários do WhatsApp, segundo Will Cathcart, CEO da plataforma. O NSO Group, que vende o spyware no mercado, afirma que o número de alvos vazado na imprensa — mais de 50 mil dispositivos — é um “exagero”. Cathcart disse ter provas de que a empresa está por trás dos ataques de dois anos atrás.

Em entrevista ao The Guardian, o CEO do WhatsApp diz que as invasões mais recentes do Pegasus são parecidas com o que o app enfrentou há dois anos.

O ataque a que Will Cathcart se refere foi executado em 2019 — em duas etapas diferentes do ano — e atingiu membros do alto escalão de governos ao redor do mundo, incluindo chefes de segurança nacional “aliados aos EUA”. Foram 1.400 alvos, e o NSO Group também esteve por trás desta invasão, segundo o executivo.

Por sua vez, o vazamento de 2021 inclui uma lista com mais de 50 mil possíveis alvos de vigilância do Pegasus, incluindo o fundador do Telegram, Pavel Durov, e 14 chefes de estado, entre eles o presidente da França, Emmanuel Macron.

Mas o NSO Group diz que esses dados “não têm relevância” para a companhia, e rechaçou a investigação feita pela Anistia Internacional e um grupo de jornalistas sobre o Pegasus como “cheia de alegações e teorias não corroboradas por fatos”. A empresa ainda chamou a estimativa de “exagerada”.

Entretanto, o chefe do WhatsApp diz ter provas de que o NSO Group tentou instalar o spyware em celulares de clientes e questionou o “exagero” na quantidade de alvos do Pegasus.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade