China vende menos semicondutores, o que pode piorar com as sanções dos EUA

Com crescimento anual de 3,2% nas vendas, a indústria global de semicondutores viveu um dos seus melhores momentos em 2022. O avanço, no entanto, não atinge todos os países: na China, houve uma queda de 6,3% em comparação com 2021, apesar de ser o maior mercado do mundo. É o que mostram os dados revelados pela Associação da Indústria de Semicondutores (SIA, em inglês).
O relatório da entidade que representa o setor mostra um retrato das vendas em todos os países. A começar pela escala global, ao todo, a indústria angariou US$ 573,5 bilhões no ano passado, um aumento de 3,2% em relação ao período anterior, cuja receita foi de US$ 555,9 bilhões.
“O mercado global de semicondutores experimentou altos e baixos significativos em 2022, com vendas recordes no início do ano, seguidas por uma desaceleração cíclica no final do ano”, explicou John Neuffer, presidente e CEO da SIA.
Em regiões, as Américas tiveram um aumento de 16%, o melhor registro de 2022. Todavia, não é possível dizer o mesmo à China que sofreu uma queda de 6,3% no comparativo anual. Mesmo assim, o país asiático angariou uma cifra inimaginável em nossas contas bancárias: US$ 180,3 bilhões.

Toda situação está relacionada a uma questão de soberania e segurança nacional, pois estes componentes também são utilizados para construir aparatos militares. Mas, para entendê-la melhor, é preciso voltar alguns anos na história, conforme explicado pela Vox.
O semicondutor é a peça fundamental de todo o avanço tecnológico dos últimos anos. Desenvolvido nos Estados Unidos nos anos 1950, o componente foi inicialmente implementado em equipamentos militares e da NASA, para fomentar a corrida espacial.
Fonte: Tecnoblog
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