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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Claro foi invadida? Grupo hacker e funcionário dizem que sim

Claro foi invadida? Grupo hacker e funcionário dizem que sim

A Claro chamou a atenção neste final de ano pela instabilidade em seus apps e serviços de internet – a ponto de a operadora ser notificada pelo Procon-SP para se explicar. Agora, o mesmo grupo hacker que reivindicou o ataque ao Ministério da Saúde diz ter invadido a tele, e divulgou prints de sistemas internos reconhecidos por um especialista consultado pelo Tecnoblog. Além disso, um funcionário da empresa corrobora a suspeita de acesso indevido.

“Informamos que a Claro, Embratel e NET sofreram uma grande violação de dados”, alega o grupo Lapsus em um canal no Telegram. Eles dizem ter visualizado o equivalente a 10.000 TB de dados, incluindo informações de clientes, documentos jurídicos, e-mails, códigos-fonte e pedidos de escuta telefônica.

Os invasores não baixaram tudo, “apenas uma pequena parte dos dados”. Eles pedem que um representante da Claro entre em contato via Telegram ou e-mail para chegar a um acordo; eles apagarão os arquivos “em troca de uma pequena recompensa / taxa”.

Se a operadora não fizer isso, os hackers ameaçam “compartilhar os dados com os olhos do público”. Eles afirmam que “o vazamento de ordens jurídicas confidenciais e escutas telefônicas causaria grandes problemas”, porque os suspeitos investigados saberiam que estão sendo vigiados.

O Lapsus$ Group fez algo parecido com o Ministério da Saúde no início de dezembro, deixando um link do Telegram e um endereço de e-mail para que entrassem em contato.

Para corroborar as alegações, o Lapsus divulgou uma série de prints que seriam de sistemas internos da Claro, incluindo do Amazon AWS e Dell EMC ECS (armazenamento em nuvem), vSphere Client (máquina virtual) e CCN Manager da Ericsson (gerenciador de rede).

Fonte: Tecnoblog

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