Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Claro, Vivo, TIM e Oi avisam que 5G vai demorar para chegar ao Brasil

Claro, Vivo, TIM e Oi avisam que 5G vai demorar para chegar ao Brasil

As operadoras Claro, Vivo, TIM e Oi deixaram claro na feira Futurecom que não farão uma corrida pelo 5G no Brasil. As redes de quinta geração devem ser lançadas por aqui depois de 2021, quando o restante do mundo já tiver adotado a tecnologia — que promete velocidades superiores a 1 Gb/s e menor latência para a internet das coisas.

José Félix, presidente da Claro, quer que sua operadora seja a primeira a oferecer 5G, mas sem dar prazo — e sem ter pressa. Ela só vai ativar redes de quinta geração “em pontos específicos onde se justifique a tecnologia, tanto do ponto de vista do uso… quanto do retorno sobre investimento”, segundo o Teletime.

O presidente da Vivo, Eduardo Navarro, gostou tanto de ouvir isso que abraçou Félix durante o evento. De acordo com o TeleSíntese, Navarro disse que não há como prever quando o 5G terá rentabilidade suficiente para ser implementado no Brasil: “não podemos entrar numa corrida para perder dinheiro”.

Félix explicou que o 5G tem um custo alto de implementação por ser mais complexo: ele “precisa de mais antenas, de mais pontos. Já temos dificuldade hoje para instalar antena em 4G”. De fato, a nova tecnologia usa faixas de alta frequência (como 3,5 GHz e 50 GHz) que permitem maiores velocidades mas têm alcance menor, exigindo mais antenas para cobrir uma determinada área.

Eurico Telles, presidente da Oi, entrou no coro: “a coisa importante é o que Félix e Navarro falaram, quem vai usar [o 5G] e quem terá o retorno sobre investimento”. Ele diz que não fará uma corrida tecnológica, preferindo lançar redes de nova geração ao mesmo tempo que as demais operadoras.

O presidente da TIM, Sami Foguel, planeja seguir a mesma estratégia, sem ambições de lançar a nova tecnologia antes das outras operadoras. Ele disse que a Anatel deve leiloar as primeiras faixas do 5G (em 3,5 GHz) no final de 2019, e que serão necessários mais dois anos para limpar essa frequência — que pode causar interferência em transmissões de satélite.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade