Compra da Oi Móvel por Claro, TIM e Vivo ganha aval de técnicos da Anatel

A Oi Móvel foi vendida por R$ 16,5 bilhões para a Claro, TIM e Vivo em dezembro de 2020, mas o negócio ainda precisa ser aprovado por órgãos reguladores. Um parecer da área técnica da Anatel detalhou como o fatiamento da companhia de telefonia celular irá afetar o mercado, e recomenda que o conselho diretor da agência autorize a operação.
O parecer da área técnica foi obtido pelo Telesíntese. A equipe concluiu que a incorporação da Oi Móvel pelas três operadoras não traria impacto significativo na concentração de mercado, uma vez que a divisão de clientes ainda deixaria o índice concorrencial dentro da meta estratégica da Anatel. Além disso, a divisão do espectro ainda ficaria dentro dos limites regulamentares – apenas Vivo e TIM devem absorver as licenças de radiofrequência.
Os técnicos apontam que a Oi Móvel é uma operadora com participação reduzida de mercado – atualmente ela possui cerca de 16,4% das linhas móveis brasileiras –, que ela tem iniciativa de desafiar as rivais de forma lucrativa mas mesmo assim não consegue aumentar a base de clientes de forma destacada. Com isso, foi observada uma tendência de queda de assinantes, uma vez que a infraestrutura da tele é defasada em comparação com Claro, TIM e Vivo.
No último ano, a Oi conseguiu ter crescimento na sua base de clientes graças a ofertas agressivas. A operadora passou a vender um pacote que permite uso ilimitado de internet móvel por R$ 99, além de plano controle com 50 GB por R$ 50.
Com a situação atual, o preço baixo é uma das poucas formas da Oi Móvel para conquistar novos clientes. A operadora tem cobertura pior e menos espectro; na maioria das vezes o serviço oferecido por ela é muito inferior ao praticado pelo trio de concorrentes.
Apesar de ter apontado riscos mínimos sobre o mercado de telefonia móvel para consumidores finais, a área técnica da Anatel levantou algumas recomendações para mitigar possíveis impactos negativos para o setor de atacado (ou seja, outras operadoras e empresas de telecomunicações).
Fonte: Tecnoblog
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