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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Comunidade Linux é a mais rápida em corrigir bugs reportados, aponta Google

Comunidade Linux é a mais rápida em corrigir bugs reportados, aponta Google

Criado em 2014, o Project Zero é uma iniciativa do Google que identifica falhas de segurança em softwares, notifica os responsáveis e dá um prazo para as correções serem providenciadas. Essa dinâmica permite à companhia identificar quais organizações são mais e menos ágeis nesse trabalho. O último relatório mostra que os desenvolvedores do Linux são os mais rápidos; Oracle e Microsoft, as empresas mais lentas.

O objetivo do Project Zero é tornar a internet mais segura, de acordo com o Google. Assim, quando descobrem uma falha de segurança, os analistas do Project Zero notificam a organização responsável pelo serviço ou software vulnerável e dão um prazo de 90 dias antes de os detalhes sobre o problema serem liberados publicamente.

A maioria das organizações notificadas respeita esse prazo. Mas é claro que, quanto antes a solução for apresentada, melhor. Com relação a esse ponto, os desenvolvedores do kernel Linux foram examplares.

No período entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021, eles corrigiram 96% dos problemas dentro de 90 dias e, em média, levaram 25 dias para apresentar as soluções. O próprio Google e a Mozilla aparecem na sequência com médias de 44 e 46 dias, respectivamente.

No ranking do Project Zero, a Microsoft surge na penúltima posição, com uma média de 83 dias. Mas é importante levar em conta que companhia é uma das que tiveram mais bugs reportados: ao todo, 80 entre 2019 e 2021, com 61 deles sendo solucionados dentro de 90 dias (o Linux registrou 25 vulnerabilidades no período).

Ainda sobre a Microsoft, os analistas do Project Zero explicam que o tempo médio longo de correção pode ter relação com o fato de a empresa liberar muitas de suas atualizações dentro do cronograma do Patch Tuesday, quando um pacote de updates de segurança é disponibilizado na segunda terça-feira de cada mês.

Fonte: Tecnoblog

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