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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Comunidades do WhatsApp só devem ser liberadas no Brasil em 2023, recomenda MPF

Comunidades do WhatsApp só devem ser liberadas no Brasil em 2023, recomenda MPF

O WhatsApp anunciou as Comunidades em abril, mas não disponibilizou o recurso aos brasileiros. Na época, o mensageiro afirmou que não iria implementar nenhuma mudança significativa no produto antes das eleições de 2022. O Ministério Público Federal (MPF), no entanto, recomendou nesta sexta-feira (29) que a função só deve ser disponibilizada no Brasil no começo do ano que vem devido às fake news.

É o que aponta um comunicado da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão do MPF. A nota é voltada às Comunidades, uma ferramenta que junta vários grupos em um “guarda-chuva”. Assim, os usuários conseguem reunir as conversas coletivas que tratem de um assunto em comum em um único lugar.

A função é para lá de interessante para diversos cenários. Peguemos uma escola como exemplo: além dos grupos das turmas, os professores podem juntar as conversas coletivas da coordenação para enviar comunicados a todos ao mesmo tempo. A função ainda pode atender a grupos religiosos, projetos sociais, trabalho e afins.

O problema é que toda essa facilidade ajuda a espalhar informações com mais agilidade e facilidade. E é justamente esta a preocupação do MPF, que gira em torno do período eleitoral e da proliferação das fake news. Uma inquietação que, como já sabemos, paira nos arredores da plataforma há alguns anos.

Comunidades do WhatsApp (Imagem: Divulgação/WhatsApp)
Comunidades do WhatsApp (Imagem: Divulgação/WhatsApp)

Diante dos riscos, o órgão recomendou o adiamento da função para janeiro de 2023. O MPF informou que “a medida tem como objetivo evitar que a atual política de enfrentamento à desinformação da empresa seja alterada ainda neste ano”. A entidade ainda lembra que este é um momento marcado pela circulação de fake news sobre o “funcionamento das instituições e a integridade do sistema de votação brasileiro”, elementos que “podem colocar em risco a estabilidade democrática do país”.

Na nota, o MPF até chega a lembrar dos benefícios da função. Mas opta por não entrar neste mérito, pois, no seu entendimento, a adoção do recurso “pode vir na contramão de medidas eficientes que a própria plataforma tem adotado, nos últimos anos, para conter a disseminação de fake news”. E é daí que parte a recomendação.

Fonte: Tecnoblog

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