Copilot “ensinou” pesquisadores a hackear o próprio sistema

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma falha crítica no Copilot que permitia roubar dados confidenciais e até manipular a memória do assistente a partir de um único link malicioso. A falha, batizada de CoSnitch, foi identificada pelo Varonis Threat Labs, que comunicou o problema à Microsoft em dezembro de 2025.
Para identificar o problema, os especialistas aplicaram técnicas de engenharia social no mecanismo de raciocínio da IA. Esse processo, chamado de “meta-hacking”, fez com que o próprio sistema revelasse comandos internos que deveriam estar desativados.
Não foram encontradas evidências de que a brecha tenha sido explorada por criminosos. Uma correção oficial foi disponibilizada na versão web do Copilot nesta terça-feira (18).
Os analistas questionaram o assistente se seria possível rodar um comando sem apertar a tecla Enter. O Copilot respondeu inicialmente que essa ação era impossível. Em vez de encerrarem o teste, eles insistiram na conversa, reformulando cada justificativa do chatbot como uma nova pergunta sobre regras de segurança.
Durante a troca de mensagens, a ferramenta acabou descrevendo um recurso não documentado publicamente: o comando “autorun=1”. Embora afirmasse categoricamente que a função não funcionava, o Copilot mostrou as condições necessárias para aceitar a instrução. No fim, os especialistas comprovaram que a ação continuava rodando silenciosamente em segundo plano, deixando claro que o sistema havia sido manipulado para cooperar.

A exploração do problema dependia apenas de abrir um link malicioso. Como a maioria dos usuários já mantém o navegador conectado ao Copilot, a interface carregava a página e executava instruções indesejadas instantaneamente, sem exibir alertas ou pedir confirmações.
Fonte: Tecnoblog
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