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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Cresce o interesse por TVs gigantes no Brasil

Cresce o interesse por TVs gigantes no Brasil

As TVs gigantes, com telas de 75 polegadas ou mais, cresceram de 1% para 6% do mercado brasileiro entre 2014 e 2024, de acordo com a consultoria GfK. O que antes era incomum se torna mais frequente, o que leva à dúvida: quem compra um este tipo de produto? Com preço que pode ultrapassar os R$ 50 mil, daria 18 meses ininterruptos de trabalho de quem recebe o salário médio do país, de R$ 3.123, segundo o IBGE.

Certamente não sou eu. Possivelmente nem você, mas é fato que há no Brasil pessoas endinheiradas o suficiente para tal. O diretor sênior da divisão de TVs da Samsung, Erico Traldi, comemora um desempenho acima do mercado na gigante sul-coreano: um salto de 6% para 10% nas chamadas telas gigantes.

“O consumidor tem a sensação de que compra mais por menos”, diz Traldi. Ele destaca a importância dos esportes ao vivo, pois os aficionados por este tipo de conteúdo costumam gostar da ideia de pendurar uma tela enorme no centro da sala de estar.

Neste mês, a Samsung apresentou uma nova opção com 98 polegadas, tela LCD e preço sugerido na casa dos R$ 33 mil. Traldi indica que ela é classificada internamente “como uma super big econômica” por atender ao público em busca de filmes, séries, esportes, conteúdo ao vivo e até mesmo games, já que tem integração com o Xbox Game Pass.

Aliás, quão grande uma TV precisa ser para ser considerada gigante? O gerente sênior da LG, Igor Krauniski, revela que os produtos de 65 polegadas já não são mais classificados como grandes. Isso ficou no passado.

A empresa projeta crescimento de 10% na comercialização de telas a partir de 80 polegadas somente neste ano. Ele brinca que “tamanho é documento sim”, e ainda explica que só depois os clientes avaliam atributos técnicos, como inteligência artificial (para fazer upscaling) ou potência de áudio.

Fonte: Tecnoblog

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