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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Dados “anônimos” expõem padre que usava Grindr, app para público LGBT+

Dados "anônimos" expõem padre que usava Grindr, app para público LGBT+

Apps de relacionamento coletam informações usando a localização do celular. Usar plataformas como Tinder ou Happn não é crime e geralmente não coloca em risco o emprego de alguém — exceto, por exemplo, quando o trabalho está associado ao alto escalão da Igreja Católica. O padre Jeffrey Burril renunciou ao cargo depois de um vazamento de dados “anônimos” revelar que ele tinha conta no Grindr, aplicativo para o público LGBT+.

Não está claro quem interceptou os dados do telefone de Burril. O portal de notícias católico The Pillar confirma que comprou as informações de um vendedor e revisou-as diretamente com uma firma terceirizada independente. O site não nomeia o vendedor ou a empresa contratada.

Especialistas em segurança e privacidade afirmam ao The Washington Post que não se lembram de outras ocasiões em que os dados “anônimos” levaram à identificação de uma pessoa. Mas informações como a geolocalização do usuário são compartilhados por apps como Grindr, Tinder e Happn com agências de marketing, por exemplo.

Esse tipo de dado obviamente é vendido em um pacote “anonimizado”, mas que inclui idade, sexo, gênero e ID de aparelho. Ao cruzar essas informações, especialistas dizem que é possível revelar a identidade do usuário. O dado deixa de ser, portanto, anônimo.

Jennifer King, pesquisadora de privacidade e segurança do Institute of Human-Centered Artificial Intelligence da universidade de Stanford, afirma ao Washington Post que não há leis que proíbam a venda desse tipo de dado nos EUA. A especialista ainda aponta: o caso é um lembrete de que ninguém com o rastreamento por localização ligado no celular está realmente anônimo.

Jeffrey Burril não era do baixo clero da Igreja, e sim o Monsenhor — título eclesiático concedido pelo Papa — da diocese de La Crosse, no Wisconsin. Ele era responsável por administrar a agenda da convenção de membros da Igreja Católica; como clérigo, ele é obrigado a jurar um voto de celibato. A doutrina católica proíbe relacionamentos homossexuais.

Fonte: Tecnoblog

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