DeepMind leva inteligência artificial para jogar futebol

Inteligências artificiais já provaram ser muito boas em jogos de tabuleiro, como xadrez e Go. E esportes que usam o corpo todo? A DeepMind está tentando ensinar um algoritmo a jogar futebol. A tarefa, como você pode imaginar, não é nada fácil, mas vai ser útil para robôs no futuro.
O trabalho da DeepMind — que é uma subsidiária da Alphabet, assim como o Google — envolveu criar modelos de jogadores humanoides com 56 pontos de articulação e restrições de movimento.
O primeiro passo foi ensiná-los o básico do movimento humano: ficar de pé, andar e correr. Pode parecer simples para a gente, mas para um monte de código que era sedentário até então, isso tudo é novidade.
Usando dados de motion capture, os humanoides começaram a limitar seus movimentos que, até então, eram aleatórios e improdutivos. O treinamento envolveu também uma população enorme destas inteligências, que eram recompensadas ao fazer os movimentos certos.
A segunda fase foi imitar jogadas individuais, como conduzir a bola e chutar. Isso foi feito também por aprendizagem e recompensa. Os melhores movimentos eram consolidados, e as melhores inteligências passavam a ensinar as demais.
A terceira e última fase envolvia jogadas em grupo, como passar a bola e bloquear o adversário. O ponto era antever consequências das suas próprias jogadas. Mais uma vez, foi usada a aprendizagem com recompensa, mas, dessa vez, nas partidas em si. Cada vez que um time fazia um gol, todos os jogadores daquela equipe eram recompensados.
Fonte: Tecnoblog
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