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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Delivery de drogas no RJ aceitava criptomoedas e usava WhatsApp para vendas

Delivery de drogas no RJ aceitava criptomoedas e usava WhatsApp para vendas

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na sexta-feira (17) o mandante de uma quadrilha de vendas que operava um delivery de drogas no WhatsApp. Para fugir dos órgãos de fiscalização, o chefe da quadrilha, Alluan Araújo, conhecido como Alfafa, aceitava pagamentos em criptomoedas por uma conta comercial do mensageiro.

Alfafa foi preso em Laranjeiras, zona Sul do Rio de Janeiro (RJ), durante a Operação Batutinha, da Polícia Civil. Ele é apontado como mandante da Alfafa Batutinha Best Quality Drugs, conta comercial usada no WhatsApp para vender drogas, como já indica o próprio nome.

Para driblar a fiscalização, a conta aceitava pagamentos com criptomoedas, e tirava vantagem de um sistema de encomendas, com “logística similar à utilizada pelos modernos aplicativos de delivery”, segundo as investigações.

O uso de criptomoedas por organizações criminosas tem desvantagens: dependendo do ativo, ele pode ser rastreado pelo blockchain, uma espécie de lastro digital que aponta o destinatário das transferências.

A Polícia Civil afirma que a quadrilha contava com 10 fornecedores, além de segurança, estoquista, vendedores e entregadores. Os integrantes que faziam o delivery circulavam pela zona Sul do Rio disfarçados de motoristas de aplicativo, para evitar suspeitas.

Quando alguém mandava uma mensagem para a conta da Alfafa Batutinha no WhatsApp, uma mensagem explicava que os valores da compra de entorpecentes deveriam ser acertados com o Alfafa e não com o entregador. Logo depois, outra mensagem mostrava um cardápio contendo vários tipos de maconha, cocaína e drogas sintéticas.

Fonte: Tecnoblog

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