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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Desenvolvedores já burlam nova marca d’água de texto do Claude

Desenvolvedores já burlam nova marca d'água de texto do Claude

Poucas horas após a Anthropic detalhar o funcionamento da marca d’água invisível que começará a acompanhar textos gerados e editados pelo Claude, desenvolvedores começaram a publicar ferramentas supostamente capazes de enfraquecer ou remover o sinal.

O primeiro código foi criado pelo programador Guillaume Meyer e rapidamente se espalhou, somando mais de 100 mil colaboradores no GitHub. Ele disse no X que criou o removedor como um teste e que não é contra a identificação de conteúdos, mas “contra a técnica de marca d’água”.

O detector do Claude está sendo implementado na esteira da Lei de Inteligência Artificial da União Europeia, que passou a exigir a sinalização de conteúdos gerados por IA. Cerca de 190 organizações já assinaram o código de conduta. A marcação em textos deve se tornar um padrão no setor até o fim deste ano.

Ilustração artística em estilo conceitual sobre fundo bege, coberto pela palavra "Claude" repetida em letras brancas na vertical, mostrando no centro o contorno estilizado de uma silhueta humana preta com um diagrama de rede neural de nós e linhas pretas em seu interior, e uma explosão estelar geométrica laranja-terracota atrás de sua cabeça, com o logotipo "tecnoblog" no canto inferior direito.
Removedor automatiza alterações no texto (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A marca d’água da Anthropic funciona por meio de um padrão estatístico criado durante a escolha de palavras. Quando o Claude decide entre termos equivalentes, o sistema usa uma chave para orientar parte dessas escolhas e deixar uma assinatura detectável.

A própria empresa ressaltou que alterações mesmo que pequenas podem enfraquecer a marca. É nisso que a ferramenta de Meyer aposta: o texto é reescrito, até mesmo mais de uma vez, com ajuda de outro modelo de linguagem que não usa a mesma marcação.

Outros métodos também surgiram rapidamente com processos parecidos, sempre envolvendo mudanças em sinônimos e na ordem das frases. Como a detecção depende de um padrão, essas alterações podem ser suficientes para reduzir a chance do texto ser classificado como sintético – sim, algo que poderia ser feito com uma simples revisão do conteúdo por um ser humano.

Fonte: Tecnoblog

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