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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

É oficial: satélites da Starlink atrapalham astronomia e outros serviços

É oficial: satélites da Starlink atrapalham astronomia e outros serviços

Os satélites da Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, receberam uma “prova científica” do seu impacto negativo na astronomia e em outros serviços que dependem de equipamentos na órbita terrestre. O estudo sobre o impacto foi publicado na Astronomy & Astrophysics, mas não é só a Starlink que o problema. Para ser justo, a quantidade de lixo espacial também afeta a internet da SpaceX.

Os impactos da constelação da Starlink não são uma novidade. No fim do ano passado, publicamos aqui no Tecnoblog sobre a autorização da FCC para o lançamento de mais 7.500 satélites da empresa. A decisão da FTC aumento a preocupação e gerou mais uma reclamação de astrônomos sobre o excesso de satélites na órbita baixa da Terra (LEO, sigla em inglês), que compreende a altitude de 500 km a 1.000 km.

A diferença é que antes não havia um estudo publicado sobre o caso, mas relatos e imagens de observações de telescópios terrestres que receberam “photobombs” dos satélites da Starlink.

A situação tende a piorar não só para os astrônomos, mas também para serviços de GPS e telecomunicações, por exemplo — e a culpa não é só das estrelas da Starlink, mas de outros serviços de internet via satélite também.

Satélites da Starlink estão emitindo frequências das quais não foram autorizados (Imagem: Divulgação/SpaceX)
Satélites da Starlink estão emitindo frequências das quais não foram autorizados (Imagem: Divulgação/SpaceX)

No artigo publicado na Astronomy & Astrophysics, 47 de 68 satélites da Starlink observados pelos pesquisadores estavam emitindo sinais em frequências das quais ele não foram autorizados.

Nesse caso, as “medidas de segurança” da SpaceX para evitar que os satélites apareçam em imagens é insignificante, já que o problema das frequências não autorizadas afetam a radioastronomia — ramo que estuda sinais de rádios emitidos por corpos celestes.

Fonte: Tecnoblog

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