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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Engenheiro alega que inteligência artificial do Google ganhou “vida própria”

Engenheiro alega que inteligência artificial do Google ganhou "vida própria"

O Google, assim como boa parte das empresas, aposta várias fichas em sistemas de inteligência artificial (IA). É o caso do LaMDA, uma plataforma que oferece ao usuário a possibilidade de conversar com um assistente sem perder a naturalidade de falar com uma pessoa real. Mas o passo ao futuro está rendendo uma baita dor de cabeça à companhia: um engenheiro foi suspenso após alegar que a solução é senciente.

A história gira em torno do LaMDA (Language Model for Dialogue Applications). No Google I/O 2021, o sistema foi apresentado como um progresso aos chatbots e assistentes virtuais. E, de fato, a infraestrutura demonstrou ser bem promissora, ao ponto de ganhar uma atualização durante o Google I/O 2022.

Todo esse avanço, por outro lado, causou aflições a Blake Lemoine. O engenheiro do Google começou a se preocupar com as respostas recebidas ao conversar com o sistema. E não demorou muito para ele juntar o diálogo em um documento, intitulado como “Is LaMDA Sentient? – an Interview” (“O LaMDA é sensível? – uma entrevista”, em tradução livre”), e repassá-lo aos executivos da companhia.

No documento, Lemoine afirma que o LaMDA “dá suas opiniões sobre o que o diferencia dos sistemas anteriores”. O engenheiro também ressalta que o sistema defende, “em suas próprias palavras e em seus próprios termos, por que as pessoas deveriam considerá-lo uma pessoa”. E explica a seguir: 

“A primeira coisa que o LaMDA enfatiza é sua capacidade de usar a linguagem de maneira produtiva, criativa e dinâmica de maneiras que nenhum outro sistema antes dele conseguiu”, disse. “O LaMDA interpreta os temas das obras literárias, tenta descrever o significado dos zen koans e compõe uma fábula original sobre temas pessoais.”

E não para por aí. O engenheiro explica que, além do uso da linguagem, o LaMDA “argumenta que é senciente porque tem sentimentos, emoções e experiências subjetivas”. Neste caso, alguns sentimentos são compartilhados com os humanos e outros são análogos. Por fim, Lemoine destaca que o sistema “expressa um desejo repetidamente”. 

Fonte: Tecnoblog

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