Engenheiro do escândalo sobre diversidade processa Google por discriminação

James Damore ficou conhecido no ano passado por ter redigido um polêmico manifesto criticando as políticas de diversidade do Google. Demitido dias após a divulgação do documento, o engenheiro de software abriu uma queixa trabalhista contra a companhia. Não foi suficiente: ele decidiu processar o Google, agora sob acusação de discriminação.
Trata-se de uma ação aberta em conjunto com David Gudeman, engenheiro que foi dispensado pelo Google no final de 2016. Mas o processo, de acordo com o escritório de advocacia Dhillon Law Group, visa representar todos os funcionários que se sentiram discriminados pelo Google por terem visão política conservadora, serem do sexo masculino e pertencerem à raça caucasiana.
No manifesto, Damore argumenta que as mulheres são menos presentes nas áreas de tecnologia por serem mais inclinadas aos sentimentos e, assim, preferirem trabalhos em áreas sociais ou artísticas. Ele também alega que as mulheres têm menos tolerância ao estresse, o que explica a menor participação feminina em cargos avançados.
O engenheiro afirma ainda que os esforços do Google para estabelecer a diversidade criaram uma “monocultura politicamente correta” que humilha quem pensa diferente das ideias promovidas.
Era para ser um documento interno, mas as ideias colocadas ali são tão polêmicas que o manifesto acabou “vazando” rapidamente. A consequência não poderia ter sido outra: James Damore foi demitido.
O assunto gerou tanta repercussão que Sundar Pichai, CEO do Google, publicou uma carta dizendo que apoia o direito dos funcionários de se expressarem, mas que partes do manifesto violam o código de conduta da companhia.
Fonte: Tecnoblog
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