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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Estatal italiana assume o controle indireto da TIM. O que muda no Brasil?

Estatal italiana assume o controle indireto da TIM. O que muda no Brasil?

A estatal de serviços postais da Itália, chamada de Poste Italiane, assumiu oficialmente o controle da Telecom Italia, dona da TIM, e se tornou a nova administradora indireta da operadora de telefonia no Brasil. A operação, avaliada em 13 bilhões de euros (cerca de R$ 76,8 bilhões), fez a participação da estatal saltar de 20,1% para 66,62% do capital social do Grupo TIM.

O negócio foi comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na última sexta-feira (18). Ele busca criar uma gigante europeia de infraestrutura e serviços digitais.

Segundo informações do portal Teletime, a mudança de comando na matriz europeia não altera a estratégia da operadora brasileira no curto prazo. O CEO da TIM Brasil, Alberto Griselli, explicou que a empresa passa a integrar um grupo financeiramente forte, garantindo maior flexibilidade para alocar capital e reduzir dívidas. A Poste Italiane, por sua vez, declarou que considera a unidade brasileira uma peça importante para o negócio.

Atualmente, a operadora – que também prepara a reformulação do TIM Beta, conforme revelado pelo Tecnoblog com exclusividade – ocupa a terceira posição no mercado nacional, atrás da Vivo e da Claro, com 22,9% dos acessos móveis. A diretoria da TIM no Brasil disse que os acionistas continuarão sendo informados sobre novos desdobramentos da aquisição.

Poste Italiane assume o controle majoritário da matriz da TIM (imagem: reprodução/Poste Italiane)

A fusão entre a Poste Italiane e a Telecom Italia, que já era a terceira maior força no mercado italiano de telecomunicações, cria um dos maiores grupos corporativos da Europa. A companhia combinada nasce com receitas anuais de 27 bilhões de euros (aproximadamente R$ 158 bilhões) e mais de 150 mil funcionários.

Com a reestruturação, o governo da Itália aumenta seu domínio sobre infraestruturas críticas de dados e projeta cortes de despesas e benefícios financeiros na casa de 700 milhões de euros (R$ 4,1 bilhões) por ano.

Fonte: Tecnoblog

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