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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Facebook cedeu dados privados para Spotify, Netflix, Amazon e Microsoft

Facebook cedeu dados privados para Spotify, Netflix, Amazon e Microsoft

Sim, o Facebook está envolvido em mais um escândalo de privacidade. Uma investigação do New York Times descobriu que a rede social cedeu dados privados para centenas de empresas, incluindo Spotify, Netflix, Amazon, Microsoft e Apple — e isso nunca ficou claro para os usuários. Essas companhias tinham acesso a conversas do Messenger, listas de amigos e endereços de e-mail.

Netflix e Spotify tinham a capacidade de ler e apagar mensagens privadas do Messenger, além de ver todos os participantes de uma conversa. Isso foi revelado em 270 páginas de documentos internos do Facebook obtidos pelo NYT.

Os dois serviços de streaming alegam que nem sabiam ter poderes tão amplos. Em comunicado ao Tecnoblog, a Netflix diz que “em nenhum momento acessamos as mensagens particulares das pessoas no Facebook ou pedimos para conseguir fazê-lo”. Em 2014, a empresa lançou um recurso para recomendar programas de TV e filmes para amigos via Messenger, e decidiu removê-lo no ano seguinte devido ao baixo uso.

O Facebook permitiu, até meados de 2018, que a Amazon coletasse os nomes e informações de contato dos amigos de cada usuário. Sony, Microsoft e outras empresas também conseguem obter endereços de e-mail dos amigos de cada usuário. É um recurso que, para a maioria dos desenvolvedores, foi encerrado em 2014.

O Gizmodo suspeita que isso esteja relacionado a um caso antigo: uma mulher chamada Imy Santiago foi proibida de deixar resenhas para um livro na Amazon porque “a atividade de conta indica que você conhece a autora pessoalmente”. Isso não era verdade, e havia apenas uma conexão entre elas: Santiago seguia a autora no Facebook.

A Microsoft, por sua vez, conseguia ver o nome de praticamente todos os amigos dos usuários do Facebook sem consentimento. Os dados eram usados pela equipe do Bing para criar perfis de cada pessoa. A empresa diz que as informações foram apagadas; elas serviam para o “desenvolvimento de recursos”, não para propagandas.

Fonte: Tecnoblog

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