Facebook mentiu sobre danos do Instagram a adolescentes, diz senador dos EUA

Nesta última quinta-feira (30), o Facebook foi o centro de discussões de uma audiência no Senado americano. A gigante da tecnologia enfrentou uma série de acusações, com destaque para a possibilidade de a empresa ter ocultado resultados de pesquisas internas que teriam demonstrado que seu aplicativo Instagram seria prejudicial para a saúde mental de usuários adolescentes.
Essa acusação em particular foi feita pelo senador Richard Blumenthal, chefe do subcomitê de proteção ao consumidor do Senado dos Estados Unidos. Segundo ele, o Facebook teria mentido para as autoridades e congressistas e teria publicado “seletivamente” documentos para esconder do público os achados dos próprios especialistas da empresa.
“Agora sabemos que o Facebook rotineiramente coloca os lucros à frente da segurança online das crianças. Sabemos que a companhia prioriza o crescimento de seus produtos em vez do bem-estar de nossos filhos. Por fim, sabemos que ele é indefensivelmente negligente em agir para protegê-los.”
As acusações partem do que foi revelado em setembro pelo Wall Street Journal. O veículo divulgou uma pesquisa que teria sido conduzida discretamente a pedido do Facebook sobre os efeitos que sua rede social Instagram teria sobre os usuários adolescentes. Os achados demonstraram que o aplicativo apresenta riscos concretos para a saúde mental desse público menor de idade.

No documento obtido pelo Wall Street Journal, os pesquisadores do Facebook afirmam que “os adolescentes culpam o Instagram pelo aumento na taxa de ansiedade e depressão”. Além disso, a pesquisa aponta que essa conclusão foi “espontânea e consistente” em todos os grupos analisados.
O jornal americano também indicou que a companhia tomou medidas para enterrar suas próprias descobertas ao passo que investia em novas táticas para atrair pré-adolescentes para o Instagram. Os achados revelam que o Facebook foi alertado diversas vezes sobre os danos causados por seu aplicativo de compartilhamento de fotos, principalmente sobre o psicológico de meninas jovens, que vincularam tendências suicidas e distúrbios alimentaram à rede social.
Fonte: Tecnoblog
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