Facebook vai mudar termos para excluir 1,5 bilhão de usuários de nova lei de privacidade

Assim como tantas outras companhias, o Facebook vai se adequar ao GDPR, novo regulamento para proteção de dados dos cidadãos da União Europeia. Parecia que, com isso, a rede social iria se tornar um ambiente com mais controle de privacidade para todos os usuários. Parecia: à Reuters, a companhia confirmou que o resto do mundo não vai ter o mesmo nível de proteção.
O GDPR entra em vigor a partir de 25 de maio e, entre as suas exigências, obriga as empresas a permitirem que os usuários tenham controle sobre o tratamento dos seus dados: eles podem consentir ou não a coleta para determinados fins e a, qualquer momento, solicitar a exclusão de suas informações, por exemplo.
No caso de descumprimento, a empresa poderá pagar multa de € 20 milhões ou 4% da sua receita anual no mundo todo (o que for maior), o que resultaria em uma punição de bilhões de dólares no caso do Facebook.
Tudo indicava que este seria o momento propício para a companhia adotar medidas drásticas: com um novo conjunto de práticas, o Facebook poderia se adequar ao regulamento e, ao mesmo tempo, amenizar os efeitos do escândalo Cambridge Analytica. O próprio Mark Zuckerberg sinalizou que isso iria acontecer ao abordar o GDPR em seu depoimento ao Congresso dos Estados Unidos.
De fato, o Facebook anunciou uma série de mudanças em atendimento ao GDPR: entre outras medidas, terá novos termos de uso, vai pedir que os usuários revisem o uso dos seus dados, tornará mais fácil a eliminação ou o download de informações e adotará condutas mais rígidas para o público com menos de 18 anos de idade, principalmente no que diz respeito a anúncios publicitários.
Quase todas as mudanças começarão pela União Europeia e, progressivamente, serão levadas ao resto do mundo. Isso continua sendo verdadeiro. Porém, o Facebook confirmou indiretamente à Reuters que não vai adotar as regras do novo regulamento globalmente.
Fonte: Tecnoblog
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