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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

FedEx avalia parceria com Correios e investe para crescer no Brasil

FedEx avalia parceria com Correios e investe para crescer no Brasil

Os Correios entraram em processo de privatização em agosto, junto a outras empresas como Telebras, Serpro e Dataprev: o governo ainda está decidindo qual será o modelo de venda ao setor privado, e a transação deve ser concluída em pelo menos dois anos. A empresa de logística FedEx não descarta uma oferta para comprar parte da estatal, mas acredita que uma aliança de negócios seria mais provável.

“Nos EUA nós transportamos tudo para o US Post Office, então existem oportunidades de ganha-ganha trabalhando com os Correios, seja por meio de uma aliança ou outro tipo de relacionamento”, diz Juan Cento, presidente da FedEx Express para a América Latina e Caribe, em entrevista ao Valor. “Estamos monitorando de perto o que eles estão fazendo e as oportunidades que possam surgir.”

Talvez este não seja o melhor momento para a FedEx falar sobre aquisições: ela comprou a holandesa TNT Express em 2016 por US$ 4,8 bilhões, e ainda luta para incorporá-la à sua estrutura.

O lucro da FedEx caiu no ano fiscal de 2019 em parte devido aos US$ 314 milhões em custos de integração da TNT. O processo só deve ser finalizado no ano fiscal de 2021, custando cerca de US$ 1,7 bilhão no total; inicialmente, a empresa estimava que esse gasto não iria ultrapassar US$ 800 milhões.

As ações da FedEx sofreram queda de 14% desde o início do ano: seus executivos foram pegos de surpresa após os resultados fracos da TNT, que depende bastante do mercado europeu; a economia da Europa Continental e do Reino Unido sofreu desaceleração, e a empresa precisa concorrer com alternativas mais baratas.

Isso não impede a FedEx de expandir suas operações no Brasil, onde ela comprou a Rapidão Cometa em 2012. Juan Cento diz ao Valor que a empresa vem conversando com grandes varejistas e startups brasileiras para oferecer serviços de logística. Além disso, ela planeja renovar 400 veículos de sua frota no país, composta por 2,8 mil caminhões, carretas e vans.

Fonte: Tecnoblog

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