Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Firma de criptomoedas acusada de golpe de R$ 700 mi é alvo do Procon-SP

Firma de criptomoedas acusada de golpe de R$ 700 mi é alvo do Procon-SP

É final de ano, mas os golpes com criptomoedas continuam a todo vapor. Dessa vez, as vítimas são os clientes da corretora MSK Invest, que acusam a empresa de ser um esquema de pirâmide e cometer fraude ao não pagar o retorno dos investimentos. Por enganar 3.500 credores, a empresa entrou na mira do Procon-SP, que cogita multar a firma de investimento.

A MSK Invest alega que parou de pagar os clientes por causa da aprovação do PL 2303/15. Segundo a empresa, em resposta a uma cliente no site Reclame Aqui, o fato da proposta ter sido aprovada na Câmara dos Deputados no início de dezembro inviabiliza o principal pacote de investimentos em criptomoedas no catálogo: o “semestral”. A MSK retirou essa opção para clientes “enquanto o cenário é reorganizado”.

Para a empresa, o PL das criptomoedas dará um “novo contexto ao mercado financeiro digital brasileiro”. A MSK conta que o produto semestral também já esgotou o “limite operacional” no mercado.

O PL é um marco no setor de criptoativos e exchanges de tokens digitais porque justamente cria um novo órgão para fiscalizar e autorizar instituições financeiras envolvidas com esse tipo de moeda.

A advogada especialista em direito digital Elaine Keller afirma que “ter um limite” para opções de investimento em criptomoeda é impossível, porque não há um teto definido pelo Banco Central ou pela CVM (Comissão de Valores Imobiliários) — a MSK não tem autorização de nenhuma das duas instituições para funcionar. Keller representa cerca de 100 credores que foram vítimas do golpe.

Em entrevista ao Tecnoblog, Keller conta que a MSK teve faturamento de R$ 700 milhões com 6 mil contratos de investimento em criptomoedas. A assessoria do Procon-SP confirma esses números.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade