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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos

Fita com primeira versão do Unix em C é encontrada após mais de 50 anos

Um pedaço da história da computação pode ter ressurgido em um depósito da Universidade de Utah, nos Estados Unidos. Uma fita magnética contendo o Unix V4, lançado em 1973 pelos Laboratórios Bell, foi encontrada por pesquisadores enquanto limpavam uma sala de armazenamento.

O achado é notável porque essa é a primeira versão do Unix escrita em C, linguagem criada pouco antes por Dennis Ritchie, e da qual praticamente não restavam cópias completas conhecidas. Segundo o professor Robert Ricci, da Kahlert School of Computing, a fita estava arquivada havia mais de cinco décadas e agora será encaminhada ao Computer History Museum, na Califórnia.

A fita é composta por uma bobina de nove trilhas com o rótulo manuscrito “UNIX Original From Bell Labs V4 (See Manual for format)”. Ela tem uma ligação histórica ainda mais curiosa: o texto foi escrito por Jay Lepreau, ex-professor da universidade falecido em 2008. De acordo com Ricci, a mídia contém uma cópia original do Unix enviada pela AT&T a Martin Newell, criador do famoso Utah Teapot, modelo 3D amplamente usado em computação gráfica.

O Unix V4 representou uma virada na história da tecnologia, marcando a transição do sistema em Assembly para o C, o que tornou o código mais portátil e influente em sistemas operacionais posteriores, como o Linux e o macOS. Até então, apenas partes isoladas dessa edição eram conhecidas, como fragmentos do kernel e manuais técnicos datados de novembro de 1973.

A fita será levada de carro até o Computer History Museum, em Mountain View, onde o arquivista Al Kossow, conhecido pelo projeto Bitsavers, vai tentar recuperar seu conteúdo. O processo exige extremo cuidado: ele planeja digitalizar os sinais analógicos diretamente da fita, usando conversores de alta velocidade e até 100 GB de memória RAM para armazenar os dados brutos, que serão depois reconstruídos com um software especial.

“A fita isolante é aplicada ao amplificador de leitura da cabeça de leitura, utilizando um conversor analógico-digital multicanal de alta velocidade que despeja os dados em cerca de 100 gigabytes de RAM, seguido por um programa de análise escrito por Len Shustek. Trata-se de uma fita 3M de 1200 pés (aproximadamente 365 metros) da década de 70, provavelmente de 9 canais, que tem uma boa chance de ser recuperada”, explicou.

Fonte: Tecnoblog

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