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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Free Fire deve reativar conta banida de jogadora brasileira, decide Justiça

Free Fire deve reativar conta banida de jogadora brasileira, decide Justiça

Uma jogadora de Free Fire abriu uma ação judicial contra a Garena e o Google Brasil para recuperar sua conta — banida por suposto uso de hacks. Em março deste ano, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) sentenciou a desenvolvedora do Battle Royale a reativar o perfil da usuária e ordenou o pagamento de uma indenização solidária de R$ 5 mil pelas empresas.

Na petição inicial, os advogados da jogadora alegaram que os cheats foram instalados remotamente por hackers que invadiram a conta. Como o banimento aconteceu sem aviso prévio, a usuária não conseguiu se defender. A juíza Larissa Ditzel Cordeiro Amaral, do TJMS, aceitou os argumentos apresentados.

Por conta da falha na segurança, a juíza declarou que a Garena havia violado o Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), colocando todos os jogadores em risco. Já o Google respondeu por descumprimento do Código de Defesa do Consumidor ao manter um jogo com falhas na Google Play Store.

O Tecnoblog apurou que tanto a Garena quanto o Google ainda não cumpriram com as ordens judiciais. As duas empresas, porém, ainda podem recorrer à decisão da juíza, e aos argumentos apresentados pelos advogados da autora da ação.

Após receber a punição, a usuária entrou em contato com a Garena por ticket de suporte pedindo detalhes sobre a decisão, como qual trapaça foi utilizada e quando o cheat foi ativado. A desenvolvedora enviou uma resposta automática dizendo somente que a conta foi pega no sistema automático de detecção de hacks do game.

Para tentar recuperar o perfil, a jogadora foi à Justiça e abriu um processo contra a Garena. A defesa da usuária também incluiu o Google Brasil na ação, pois, segundo os advogados, a empresa seria responsável pela plataforma que permite o acesso a Free Fire, a Google Play Store, e pelas microtransações com dinheiro real, como a compra de diamantes.

Fonte: Tecnoblog

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