Fundadores da Kabum acusam Itaú de fraude e pedem anulação da venda para a Magalu

Os fundadores da Kabum, os irmãos Leandro e Thiago Ramos, estão pedindo a anulação da venda da empresa para a Magalu. De acordo com os irmãos, o ItaúBBA, divisão de investimentos e negócios do banco Itaú, favoreceu a proposta da Magazine Luiza na aquisição da empresa — a maior já realizada pela varejista.
A compra da Kabum por R$ 3,5 bilhões foi realizada em julho de 2021, sendo que R$ 1 bilhão foi “pago à vista”. A Kabum é o maior e-commerce de informática do Brasil. Com a aquisição, os seus produtos são vendidos também no site da Magalu.
A assessoria do Magalu entrou em contato com o Tecnoblog para esclarecer o caso. A empresa explicou que os fundadores da Kabum não estão pedindo a anulação da venda. Na verdade, eles questionam o assessoramento do Itaú na negociação. O Magalu também informou que Leandro e Thiago Ramos não foram demitidos, e sim afastados de seus cargos.
Os irmãos Ramos pedem que a aquisição anulada com base em acusações de que o Itaú BBA favoreceu o Magalu. No processo aberto pelos fundadores, eles afirmam que o banco agiu para que a proposta de aquisição da varejista fosse aprovada. Os irmãos dizem que o valor era impressionante à primeira vista, mas trazia um contrato “mal negociado e desvantajoso”.
Na ação judicial, os fundadores relatam que faltou competitividade no processo de vendas, além de afirmar que outros interessados na compra da Kabum foram ignorados. Leandro Ramos conta que recebeu uma ligação de Luciano Hang, dono da Havan, em 2020.
Hang queria saber por qual motivo a negociação entre as duas empresas estava parado. Leandro teria ficado surpreso com a conversa, explicando para o empresário que as negociações não estavam encerradas.
Fonte: Tecnoblog
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