Giphy reforça regras, mas ainda hospeda GIFs com discursos de ódio e pornografia infantil

Apesar de banir conteúdo ilícito e pregar que é um site “divertido e seguro” para encontrar e criar GIFs, o Giphy ainda hospeda muito conteúdo do qual diz não permitir: pornografia infantil e discurso de ódio. A informação foi obtida pelo TechCrunch a partir de um relatório produzido pela startup israelense de proteção infantil online L1ght.
Dentre o conteúdo tóxico que ainda está no site, os GIFs incitam abuso infantil, estupro, supremacia branca, discurso de ódio e imagens que estimulam a perda de peso e transtornos alimentares.
Ainda que a plataforma faça o bloqueio de determinadas palavras-chave e não exiba tais resultados de pesquisa, mecanismos como Google e Bing ainda armazenam essas imagens relacionadas aos termos em cache.
Nos testes da L1ght, uma busca por material ilícito resultou em 195 imagens já na primeira página de resultado. A partir disso, a startup seguiu as hashtags associadas a esses GIFs até encontrar uma rede de material tóxico. Determinadas hashtags, que muitas vezes eram sobre sites com esse conteúdo, serviam para que usuários escapassem da detecção automática do Giphy e continuassem encontrando o material na plataforma.
O TechCrunch não divulgou as palavras-chave usadas na busca (até porque, né?), mas disse ter repassado as informações ao Centro Nacional de Crianças Desaparecidas e Exploradas, uma organização sem fins lucrativos do Congresso americano que tenta combater a exploração infantil.
O chefe de audiência do Giphy, Simon Gibson, disse ao TechCrunch que, quando a empresa identifica um conteúdo tóxico, trabalha para removê-lo e denunciá-lo junto às autoridades, além de empregar protocolos rígidos de moderação.
Fonte: Tecnoblog
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