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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Golpistas usam app falso do FGC para roubar dados e minerar criptomoedas

Golpistas usam app falso do FGC para roubar dados e minerar criptomoedas

Um novo golpe tem como objetivo invadir celulares de pessoas que aguardam pagamentos do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A ação usa um aplicativo falso para Android que supostamente serviria para acompanhar o processo, mas na verdade permite controle remoto do dispositivo para roubar dados e minerar criptomoedas.

Ilustração de cadeado vermelho, representando segurança
Trojan também já foi usado em golpe direcionado a aposentados e pensionistas do INSS (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A campanha foi identificada pela empresa de cibersegurança Kaspersky. Segundo os pesquisadores, o ataque usa o trojan bancário BeatBanker, desenvolvido por criminosos brasileiros. Ele já foi usado em golpes com apps falsos do INSS.

Captura de tela de uma loja de aplicativos exibindo o app "RESSARCIMENTO". O layout simula a Google Play Store, com botão verde "instalar" e avaliação de 5 estrelas. Abaixo, três banners explicativos: o primeiro diz "Acompanhe seu Ressarcimento em Tempo Real"; o segundo, "Não Perca Nenhuma Atualização"; e o terceiro mostra um celular com o texto "Valor Aprovado: R$ 1.250,00". No rodapé, a seção "Sobre Nosso Trabalho" descreve o serviço como ágil e seguro. Logos e nomes específicos estão borrados.
App simula ferramenta para consultar reembolso do FGC (imagem: reprodução/Kaspersky)

Nos dois casos, os golpistas se aproveitaram de acontecimentos de grande repercussão. A liquidação do Banco Master pelo Banco Central (BC) forçou quem tinha investido em títulos a procurar o FGC para receber os valores aplicados. O app oficial do fundo chegou ao topo das listas da App Store do iPhone logo após a medida, em novembro de 2025.

Antes disso, aposentados e pensionistas do INSS foram vítimas de cobranças indevidas, que passaram a ser reembolsadas em maio de 2025, tendo o app Meu INSS como um dos canais para a solicitação.

Segundo a Kaspersky, o malware tem capacidade de roubar credenciais, como informações de login, senhas e dados financeiros de apps bancários, além de outras informações sensíveis.

O BeatBanker também se aproveita do acesso para usar o processamento do smartphone para minerar a criptomoeda Monero, comprometendo o desempenho e a duração da bateria do celular.

Fonte: Tecnoblog

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