Google descobre malware que usa IA para gerar novos códigos após invasão

O Google publicou um relatório em que revela ter encontrado famílias de malware que usam inteligência artificial generativa durante a execução, criando novos códigos para roubar dados ou driblar sistemas de detecção.
Um exemplo é o PromptFlux. Ele usa a API do Gemini para reescrever seu código-fonte e evitar a detecção por sistemas de defesa. Outra amostra encontrada, o PromptSteal acessa um LLM hospedado no Hugging Face para gerar linhas de comando a serem executadas na máquina infectada, com o objetivo de roubar dados da vítima.
Já o PromptLock foi criado como parte de um estudo acadêmico que visava justamente analisar se os modelos de linguagem de larga escala (LLMs) são capazes de “planejar, adaptar e executar um ataque de ransomware”.
“Embora algumas implementações sejam experimentais, elas fornecem um indicador inicial de como as ameaças estão evoluindo e como podem integrar recursos de IA em futuras atividades de invasão”, diz o documento. “Os agentes estão indo além do ‘vibe coding’ e do patamar observado em 2024, de usar ferramentas de IA como suporte técnico.”
Apesar das descobertas, especialistas em cibersegurança consideram que não há nada de muito perigoso nos malwares criados com ajuda de inteligência artificial. O pesquisador Marcus Hutchins, famoso por sua atuação contra o ransomware WannaCry, aponta que os prompts presentes nas amostras analisadas pelo Google ainda são fracos ou inúteis.

“[O prompt] não especifica o que o bloco de código deve fazer ou como deve escapar de um antivírus. Ele parte da premissa de que o Gemini vai saber instintivamente como driblar as proteções (ele não sabe)”, escreveu Hutchins em sua página no LinkedIn.
Fonte: Tecnoblog
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