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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google diz que pagar para exibir notícias na Austrália ameaça serviços grátis

Google diz que pagar para exibir notícias na Austrália ameaça serviços grátis

O Google se manifestou contra um projeto de lei australiano que pode mudar a forma como a gigante da tecnologia lida com conteúdo proveniente de empresas de mídia. Entre outros requisitos, a nova regulamentação prevê pagamento obrigatório por notícias de veículos de comunicação locais, mas o Google afirma que a medida colocaria em risco a qualidade do serviço de buscas gratuito na Austrália.

Em uma carta aberta publicada nesta segunda-feira (17), a empresa traz um alerta aos usuários australianos sobre os impactos que a regulamentação proposta pelo governo pode causar à Pesquisa Google e ao YouTube.

Caso seja implementada, a nova lei pode exigir que plataformas como o Google e o Facebook priorizem empresas de notícias ao anunciar, com antecedência, mudanças em algoritmos de classificação para exibição de conteúdo na busca e no feed. O descumprimento dessa regra poderia gerar multas de até 10% no faturamento local da companhia.

O Google rebate a imposição do novo código de conduta para para notícias, alegando que “apenas as empresas de mídia jornalística receberiam informações que as ajudariam a aumentar artificialmente sua classificação”, o que poderia dar vantagem a esses veículos sobre outros canais independentes, ainda que outros sites entregassem um conteúdo melhor.

Para a diretora-executiva do Google Austrália, Mel Silva, tais exigências prejudicariam os resultados de busca para os usuários da plataforma. Silva também afirma que a regulamentação prevê o compartilhamento de dados de usuários com veículos, e especula sobre o tratamento que esses dados teriam em empresas de mídia.

No entanto, a Comissão Australiana de Concorrência e Consumidores (ACCC) afirma que a carta do Google promove “desinformação”. A resposta oficial explica que “o Google não será obrigado a compartilhar nenhum dado de usuário adicional com empresas de notícias australianas, a menos que decida fazê-lo”.

Fonte: Tecnoblog

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