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Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google é acusado de monopólio e responde apontando para concorrentes

Google é acusado de monopólio e responde apontando para concorrentes

O governo americano, através do seu Departamento de Justiça, abriu uma nova ação antitruste contra a Alphabet, dona do Google. O DoJ (sigla do órgão em inglês) acusa a empresa de monopolizar o setor de anúncios online. A ação judicial pede que a Alphabet venda a sua divisão de ads para diminuir a sua presença no segmento.

O processo antitruste do Departamento de Justiça, órgão equivalente ao Ministério da Justiça, não é o primeiro contra o Google. Na última vez, em 2020, o monopólio do Google sobre o mercado de buscas foi questionado pelo DoJ. O órgão acusa a Alphabet de práticas anticompetitivas no negócio de anúncios.

Na ação antitruste, o Departamento de Justiça, junto com outro oitos estados, afirma que o Google realizou práticas como compra de competidores e força o uso das suas ferramentas de anúncios. O DoJ ainda acusa a empresa de manipular os leilões dos ads.

De acordo com uma publicação do Axios, a Meta e a Alphabet representam, juntas, mais de 50% do mercado de ads da internet. Os dados do Insider Intelligence, o Google possui 28,8% da fatia de anúncios, enquanto a Meta e suas redes sociais representam 19,6%.

Porém, o principal problema apontado pelo DoJ é que o Google tem um monopólio ao “abraçar” as duas pontas dos anunciantes. De um lado, o DoubleClick for Publishers permite que os sites com espaços de anúncio livres, do outro, fornece a ferramenta para as empresas colocarem os seus ads.

Departamento de Justiça fez gráfico mostrando o funcionamento do "monopólio" do Google (Imagem: Reprodução/Departamento de Justiça dos Estados Unidos)
Departamento de Justiça fez gráfico mostrando o funcionamento do “monopólio” do Google (Imagem: Reprodução/Departamento de Justiça dos Estados Unidos)

A solução apresentada pelo Departamento de Justiça é a venda da divisão de anúncios — algo dito de maneira sutil na ação. Para a Alphabet, o órgão quer reescrever a história às custas de anunciantes e usuários da internet.

Fonte: Tecnoblog

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