Google e Facebook teriam acordo para competir menos em anúncios

Uma das ações contra o Google nos Estados Unidos acusa a empresa de ter atuado com o Facebook para reduzir a competição no mercado de anúncios na internet. Os documentos levantados por procuradores-gerais de 10 estados americanos indicam que a empresa de Mark Zuckerberg obteve vantagens em relação a outras companhias para se unir a uma aliança criada pela gigante de buscas.
Segundo o New York Times, que teve acesso a documentos da ação, o acordo envolve o serviço de “header bidding” (ou “lances de cabeçalho”) do Google. Conhecido como Open Bidding, ele prevê a competição de redes de anúncios, incluindo as de Google e Facebook. A ideia é que as plataformas de anúncios concorram por espaços publicitários em sites.
Nos últimos anos, o “header bidding” se tornou popular por permitir que sites aumentem o faturamento com anúncios. Antes deles, os sites ficavam restritos a leilões automatizados de apenas uma rede. Ao adotarem o novo método, os veículos podem analisar lances de várias redes de anúncios e exibir os que tiveram a proposta mais alta.
O Facebook informou em março de 2017 que testava o seu serviço de “header bidding” com veículos como The Washington Post e Forbes. Em e-mail, executivos do Google analisaram o movimento como uma “ameaça existencial”. Em dezembro de 2018, porém, a empresa anunciou a adesão ao Open Bidding. Segundo a ação movida por procuradores-gerais de dez estados americanos, a empresa mudou de planos devido ao acordo com o Google.
A ação antitruste afirma que o acordo, conhecido no Google como “Jedi Blue”, garantia que o Facebook teria dados e tempo adicionais em relação às outras plataformas de anúncios parceiras do Open Bidding. De acordo com os procuradores, o Google fez uma série de concessões à empresa de Zuckerberg para sua entrada na aliança.
Entre elas, estaria a garantia de que o Facebook seria o vencedor de uma porcentagem fixa dos leilões em que participasse. Em outras palavras, o Google teria garantido à empresa de Zuckerberg que uma parte dos anúncios de seus clientes seriam exibidos nos sites, não importando o valor pago por eles.
Fonte: Tecnoblog
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