Google limita acesso de funcionários da Meta ao Gemini

O Google impôs um limite ao uso do Gemini pela Meta depois que a dona do Facebook, Instagram e WhatsApp passou da capacidade de processamento prevista em contrato. A restrição atingiu ferramentas usadas internamente pela empresa para criar códigos, manter chatbots e ajudar em tarefas de moderação.
Segundo o Financial Times, executivos da Meta reconheceram que o Gemini teve desempenho melhor que o modelo proprietário Llama em algumas das funções. A empresa também usa outros sistemas de terceiros, como o Claude, da Anthropic, para atividades semelhantes.
A Meta tem investido pesado no Llama, mas isso não significa que use apenas seus próprios modelos de IA. De acordo com a reportagem, a empresa contratou o Gemini para tarefas específicas em que a tecnologia do Google teria apresentado resultados melhores.
O Gemini também seria usado em áreas de segurança e moderação, incluindo remoção de conteúdos nocivos e detecção de golpes nas redes sociais da Meta.

O limite foi imposto após a Meta estourar a cota de processamento contratada com o Google. Em março, a empresa teria recebido um alerta sobre o consumo elevado de recursos do Gemini.
Após o aviso, a diretoria de tecnologia da Meta pediu que engenheiros e funcionários fossem mais eficientes no uso de tokens de IA — unidade usada para medir o volume de texto processado pelos modelos — e deve implementar uma plataforma de rastreamento de consumo.
Fonte: Tecnoblog
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