Cybercode
tecnoblog
tecnoblog
Tecnologia · · 2 min de leitura ·

Google Maps desativa função na Ucrânia que deixava acompanhar invasão russa

Google Maps desativa função na Ucrânia que deixava acompanhar invasão russa

Graças às funções do Google Maps de monitoramento de trânsito e áreas movimentadas, os cidadãos ucranianos conseguiam acompanhar a invasão da Rússia ao país em tempo real. Entretanto, essa realidade deixou de existir no último domingo (27), quando o Google decidiu desativar seus radares e interromper serviços de vigilância na Ucrânia em meio ao conflito.

Após consultar especialistas e autoridades federais, o Google removeu a camada de trânsito em tempo real dos mapas, assim como a ferramenta de ver movimentações de pessoas em lojas e restaurantes, por exemplo.

À Reuters, a empresa declarou ter feito a mudança no aplicativo “para garantir a segurança de comunidades locais no país”. O Tecnoblog testou o Google Maps na manhã desta segunda-feira (28) e comprovou a ausência de informações de trânsito em tempo real na capital ucraniana Kiev e em todas as outras regiões do país.

Os únicos indicadores visíveis são de interdições nas estradas que levam às fronteiras de Kiev. Desde o início do conflito, na última quinta-feira (24), mais de 400 mil civis ucranianos já deixaram o país em busca de abrigo nas nações vizinhas, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Google Maps mostra somente bloqueios nas estradas de Kiev, na Ucrânia (Imagem: Reprodução/Google Maps)

O Google informa, na seção de suporte do site do Google Maps, que o aplicativo mostra alertas de emergência — Alertas SOS — para “tornar as informações de emergência mais acessíveis durante uma crise natural ou causada pelo homem”. Entretanto, ao visualizar o mapa da Ucrânia, não encontramos nenhum sinal de perigo.

Além disso, a empresa diz exibir abrigos antibomba no mapa. Ao buscar por “abrigo antibomba na ucrânia”, o único resultado que aparece é o Mosteiro de Kiev-Petchersk. Não sabemos, porém, se há realmente um lugar apropriado para se proteger dentro do mosteiro. Por enquanto, civis têm se reunido em estações de metrô para evitarem bombas e disparos de armas de fogo.

Fonte: Tecnoblog

Publicidade